Notícias - sincodern

  • 30
  • OUT
  • 2020

Retomada em "V" faz indústria convocar turnos aos sábados

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Em contraste com o quadro de seis meses atrás, quando a pandemia paralisou fábricas, a indústria de bens de consumo agora está convocando jornadas de produção aos sábados para atender às encomendas de fim de ano. O varejo, que reagiu mais rápido do que se imaginava com a flexibilização da quarentena, tem até o fim do ano um período tradicionalmente mais quente, em razão das promoções da Black Friday, do Natal e da injeção do décimo terceiro salário na economia. O jeito então é acelerar a produção. Apesar de estarem longe do limite de suas capacidades, as fábricas não conseguem produzir mais entre segunda e sextafeira porque os protocolos de prevenção ao coronavírus impedem aglomerações nas linhas.

» Vai. Em alguns casos, o ritmo é limitado por atrasos no fornecimento de insumos. A indústria tem apontado falta de matérias-primas, como aço, resinas e papelão, em meio à retomada em "V" da produção, com recomposição de estoques.

» É o jeito. A saída tem sido abrir as fábricas aos sábados. Indústrias de automóveis, confecções, eletrodomésticos e eletrônicos estão tomando essa medida em diferentes polos industriais do País.

» Na base. A produção também tem semanas de um dia extra na indústria de bens de capital, como as fabricantes de caminhões e tratores. Nessa área, o impacto da pandemia foi menor com a produção agrícola recorde. Agora, as linhas aceleram o ritmo para atender à safra de verão.

» Rodas. Nas três maiores montadoras do País, a General Motors e a Volkswagen realizaram ou programaram sábados de produção, enquanto a Fiat tem recorrido a horas extras. Já na indústria de caminhões, Scania, Volvo e Volkswagen, também têm produção aos sábados, a exemplo da CNH Industrial.

» Jingle bells. A recuperação nas vendas nos shopping centers tem animado empresários do setor, que começam a acreditar na possibilidade de ter um Natal saudável e vendas nos mesmos níveis do ano passado. Nada mal para um segmento que teve todos os 577 empreendimentos fechados em abril, e mesmo após a reabertura ainda tem horários restritos de funcionamento.

» Nível. Segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), as vendas no fim de outubro chegaram a 82% do registrado no mesmo mês do ano passado. O balanço da Multiplan, dona de 19 estabelecimentos, apresentou vendas em 80,8% dos níveis pré-pandemia em outubro, com perspectiva de alcançar 85% em novembro.

» Ameaças. A estimativa de normalização das vendas, porém, enfrenta riscos. Um deles é desabastecimento. Outro é a potencial nova onda de contaminações no Brasil. França e Alemanha voltaram a limitar as horas de abertura e o fluxo em lojas.

» Oportunidade. O promissor mercado de prédios residenciais para locação ganhou mais uma alternativa para aplicações, com o fundo de investimento imobiliário JFL Living. A pretensão é captar R$ 220 milhões na Bolsa para a compra de dois prédios da incorporadora JFL nas regiões do Jardim Paulistano e da Vila Olímpia, na capital paulista, com apartamentos para aluguel.

» Sócia. Diferentemente da maioria dos fundos residenciais, a novidade é que a JFL continuará como dona de parte dos empreendimentos e será responsável pela venda das unidades, prestando serviços de consultoria ao fundo.

» Made in. O formato tem inspiração nos Real Estate Investment Trusts (REITs), os fundos imobiliários dos EUA. Lá, existe a figura da diretoria ativa em cada fundo, semelhante ao que a JFL quer fazer. No Brasil, a operação dos fundos fica a cargo de uma gestora, sem a necessidade de executivos de referência.

» Sem brinde. O medo em relação à segunda onda de covid-19 fez mais uma vítima entre as candidatas a estrear na B3. O ecommerce de vinhos Wine, que colocaria o preço em suas ações na oferta inicial, no começo da próxima semana, cancelou o lançamento. Dentre os sócios da Wine, estão a Orbeat e o family office do Abilio Diniz, a Península. A oferta era estimada em R$ 1 bilhão. Procurada, a Wine não comentou.

» Só filé. Com o mercado seletivo e muitas ofertas na rua, o número de desistência de empresas para realizarem a oferta inicial tem crescido. Com a Wine, são 15 nas últimas semanas. No entanto, o ano já é de recorde de emissão de ações na B3: o volume já supera os R$ 95 bilhões, ante R$ 90 bilhões ano passado, o antigo recorde.

Veículo: O ESTADO DE S. PAULO - SP Editoria: ECONOMIA E NEGÓCIOS Tipo notícia: Coluna Data: 30/10/2020 Autor: ALINE BRONZATI, CYNTHIA DECLOEDT, FERNAN
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